Qual a relação entre uso de máscaras e a sensação de segurança, segundo este estudo

A percepção de que o uso de máscaras cria uma falsa sensação de segurança, levando pessoas a se descuidarem de outros aspectos da prevenção contra a covid-19, foi citada em março pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Também foi replicada por autoridades de saúde em diferentes países, às vezes como justificativa para não introduzir a obrigatoriedade do uso da proteção na população.

Recentemente, um grupo de pesquisadores da Universidade de Cambridge e do King’s College, no Reino Unido, procurou saber se isso realmente acontece. Com base em uma análise de diversos estudos, eles concluíram que a utilização do equipamento facial não leva ao abandono ou relaxamento de outras práticas. A pesquisa foi publicada no jornal da Associação Médica Britânica.

O grupo revisou 22 estudos, de diversos países, como Estados Unidos, China e Arábia Saudita, e constatou que o uso de máscaras é uma prática eficiente na contenção de uma infecção viral respiratória, derrubando a hipótese de que o cuidado em um aspecto enfraquece a atenção a outro.

Em outras palavras, se a pessoa se sentir protegida por algum motivo, ela poderá aumentar seu risco com outras atitudes. Por exemplo, um ciclista que pedala em velocidades mais altas por estar de capacete. Ou pessoas que tomaram a vacina contra a HPV e então têm mais relações sexuais desprotegidas.

Em março, no início da pandemia, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendava que o uso de máscaras fosse feito apenas por pessoas que estivessem tossindo e espirrando, ou com suspeita de contágio pelo novo coronavírus. No início de junho, a entidade mudou a orientação e passou a aconselhar a máscara em lugares públicos onde o distanciamento social não fosse possível.

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