Editorial Editorial

Quadrilhões salvarão Temer

 

A última flecha lançada por Rodrigo Janot contra Michel Temer encontrará um Congresso organizado para o contra-ataque. Ao fazer denúncias em série contra os maiores partidos do país às vésperas de deixar o posto, o ainda chefe da PGR engrossou o caldo corporativista que dará o tom da resposta do Legislativo a ele e a sociedade brasileira. 

Rodrigo Janot começou a utilizar suas ultimas flechas há exatos 10 dias, quando apareceu na televisão para anunciar que os executivos da JBS, entre eles o empresário Joesley Batista, haviam omitido fatos “gravíssimos” em suas delações premiadas, algo que poderia anulá-las.

No dia 5, Janot denunciou políticos do chamado quadrilhão do PT, entre eles os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de cinco ex-ministros, por formação de organização criminosa. Pelo mesmo motivo também denunciou, naquele mesmo dia, 12 políticos do PP. 

Fez ainda duas denúncias contra os quadrilhões do PMDB do Senado e da Câmara.

 A acusação mais esperada, contudo, foi na quinta-feira contra um Temer fortalecido e empenhado em deslegitimar a atuação do Procurador e as provas até então colhidas. Ao mesmo tempo, o Congresso instalava uma CPI para analisar os acordos de colaboração premiada com a JBS.

Ainda no dia 5, a Polícia Federal encontrou 51 milhões de reais de Geddel Viera Lima, apontado como responsável pela movimentação de quantias milionárias a serem distribuídas entre os membros do PMDB, Temer incluído. 

Diante desse situação a única saída possível para os integrantes dos quadrilhões será se unirem para salvar Temer, aprovar uma reforma política que os beneficiem na próxima eleição e rezar para que o SFT mantenha a sua habitual morosidade para que tudo continue como dantes no quartel de Abrantes.

Quadrilhões cuidado com a astúcia do Chapolin Colorado (Moro, Fachin, Bretas, o Povo, etc....)