Editorial Editorial

  • Dia Internacional da Democracia

     

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está realizando, entre os dias 13 e 16 de setembro, uma ação em suas redes sociais (Twitter @TSEjusbr, Facebook @TSEJus e Instagram @TSEJus) para comemorar o Dia Internacional da Democracia, que é celebrado no próximo domingo dia 15.  Estão convidados a participar dessa mobilização os cidadãos, as instituições públicas e privadas, as organizações não governamentais e todos os atores que se identifiquem com o tema. Para entrar nessa conversa, basta publicar durante o período posts utilizando a hashtag #DemocraciaTodoDia.

    Além de buscar o engajamento e a participação de todos, a ação do TSE pretende sensibilizar a população sobre a importância da democracia. O movimento trará associação a outros assuntos pertinentes, como os efeitos da desinformação no debate social e político, as formas de participação do cidadão e os mecanismos de transparência e controle social à disposição da sociedade.

    A mobilização também marcará o início de uma ampla campanha da Justiça Eleitoral sobre democracia, utilizando personagens divertidos e parcialmente humanizados, que vão conferir leveza e simplicidade a posts, vídeos, stickers, entre outros conteúdos.

    Após décadas de avanço, o mundo vive uma onda de retrocesso na democracia, com ataques representados por governos autoritários à direita e à esquerda. E a situação no Brasil, marcado por investidas contra imprensa e a Constituição, é vista com preocupação por parte dos analistas brasileiros e internacionais.

    Há poucas dúvidas sobre os riscos que a democracia corre hoje no país. Ao contrário do que estimam os mais otimistas, não temos instituições democráticas sólidas, nem isso seria possível em tão poucas décadas: a Constituição de 1988, que restaurou a democracia, é ainda uma jovem balzaquiana, acabou de fazer 30 anos. Além disso, as pesquisas de opinião pública evidenciam o pequeno apreço que as pessoas devotam ao Congresso Nacional, ao Poder Judiciário e aos representantes políticos em geral, o que, aliás, não é uma especificidade brasileira — a democracia representativa está em crise em todo o mundo e balança sob ataques de tendências autoritárias.

    Aqui no Brasil as declarações O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, disse nesta segunda-feira, no Twitter, que a transformação que o Brasil quer não será rápida por vias democráticas. A mensagem foi postada após o verador comentar sobre os esforços que, segundo ele, o governo do pai faz para acabar com "absurdos que nos meteram no limbo". De acordo com o vereador, o governo tenta colocar o Brasil "nos eixos", mas que os "avanços são ignorados, e os malfeitores esquecidos".

    As declarações da família Bolsonaro tem mostrado o seu pouco apreço para com a Democracia e o risco que nós corremos. É bom lembrar que o autoritarismo do século 21 costuma chegar ao poder pelo voto. Em muitos casos, elegem-se candidatos contra o sistema político e a corrupção. E, uma vez no poder, eles alteram as regras do jogo, dificultando a oposição e a fiscalização, como vem acontecendo no Brasil.